Imprensa Sindical por Val Gomes

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Centro de Memória Sindical preserva a história dos trabalhadores

O blog Imprensa Sindical entrevistou a jornalista Carolina Maria Ruy, coordenadora do Centro de Memória Sindical. Em questão, a importância de o movimento sindical brasileiro preservar sua história para as atuais e futuras gerações, como forma de valorizar os dirigentes sindicais e a classe trabalhadora e contribuir para a continuidade da transformação social, política e econômica do Brasil.

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Fundação do CMS, sob presidência de Hugo Perez (ao centro, segurando o microfone), em 14 de junho de 1980

Blog Imprensa Sindical – O Centro de Memória Sindical (CMS) fica na Rua do Carmo, no antigo prédio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, atual Sindicato Nacional dos Aposentados. O que é feito neste espaço?

Carolina Maria Ruy – O CMS é um arquivo histórico que preserva a história do movimento sindical no Brasil. Temos arquivos como jornais, atas de sindicatos, revistas e também um grande acervo (mais de mil horas) de depoimentos. Como parte destes depoimentos foram realizados entre 1978 e 1991, estão em laudas, digitados à máquina de escrever, ou em fitas cassete.

Atualmente estamos em processo de reorganizar o arquivo. Contratamos uma especialista em restauração, a Isabel Garcia, para restaurar nossos jornais. Seu trabalho é minucioso e artesanal. Além de limpar os jornais, ela devolve a mobilidade das folhas, através de um processo de hidratação do jornal, e cria pastas para cada exemplar com papel offset costurado com linhas. É demorado, mas vale a pena. Estamos também nos dedicando a converter as fitas cassete para MP3. O Felipe, estagiário do CMS, é quem está fazendo isso, usando um aparelho especial que faz essa conversão. Os depoimentos em laudas também estão sendo transcritos.

Isso tudo, fora o trabalho cotidiano de organizar os fundos e as caixas. Também recebemos algumas doações, o que demanda mais trabalho de separação e organização. Recentemente recebemos doações da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações, da Secretaria da Mulher da Força Sindical e, falando de pessoas físicas, do Arnaldo Gonçalves e do João Guilherme Vargas Neto. Estas foram doações grandes, mas nunca deixamos de receber material, como os jornais dos sindicatos, por exemplo.

Estamos também retomando a prática de coletar depoimentos de histórias de vida.

Estas são as ações fundamentais que, eventualmente, propiciam atividades como: debates, artigos sobre cultura e memória sindical e a realização de projetos de resgate histórico de sindicatos ou entidades sindicais. Neste momento estamos trabalhando em um projeto sobre a história do Sindicato dos Têxteis de São Paulo.

Blog Imprensa Sindical – Quando foi criado?

Carolina Maria Ruy – Em 1980, no rescaldo das greves que começaram no ABC paulista em 1978, em torno da reposição salarial, do combate ao arrocho, e também com o viés político de combate à ditadura militar. Um grupo de jornalistas teve a ideia de gravar depoimentos daqueles sindicalistas para produzir um livrinho chamado “A greve na voz dos trabalhadores”. Entre 1978 e 1980 eles coletaram depoimentos de quem se dispusesse a contar sua história. Lembrando que era ditadura militar e muitos tinham medo de expor ideias comprometedoras. Depois do livro pronto, eles resolveram arquivar este material, as fitas, as transcrições e continuar fazendo depoimentos.

Blog Imprensa Sindical – Se formou o chamado “Movimento pela fundação do Centro de Memória Sindical”.

Carolina Maria Ruy – Isso. A ideia era que quando tivessem 10 sindicatos apoiando, e pelo menos 200 horas de depoimentos gravados, eles iam formalizar a fundação do Centro de Memória. O que aconteceu em 14 de junho de 1980, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na Rua do Carmo, com apoio do então presidente Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão.

O Hugo Perez, que era do Sindicato dos Eletricitários e presidente do Dieese, foi o primeiro presidente. Depois tiveram as gestões do AntônioToschi, do Cláudio Magrão, que foram presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, e do Milton Cavalo, que é o presidente atual do CMS e também tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco.

A ideia era que o Centro funcionasse como uma instituição intersindical, que presta serviços para os Sindicatos, e que, como o Dieese e o Diesat, fosse mantida pelos sindicatos.

Blog Imprensa Sindical – O CMS funcionou (como um arquivo e também fazendo publicações, cursos de formação, etc.) até o início da década de 1990. Depois disto, o CMS não chegou a fechar, mas ficou um tempo sem receber investimento e manutenção…

Carolina Maria Ruy – Nesta época, do início da década de 1990 até 2010, o Centro de manteve com um investimento mínimo, mas alguns sindicatos, como o dos Metalúrgicos de Osasco, Metalúrgicos de Guarulhos, Telefônicos de São Paulo (Sintetel) e os Têxteis de São Paulo, sempre contribuíram, mesmo neste período.

Até que em 2010, as pessoas que se preocupam em preservar a história, entre os quais cito: o Milton Cavalo, o João Carlos Gonçalves, Juruna, o Francisco Campos, o Miguel Torres, o João Inocentini, o Paulinho da Força, o Antônio Ramalho da Construção, o Sérgio Marques (dos têxteis) e o Almir Munhoz (do Sintetel), entre outros, investiram na recuperação do Centro. A Força Sindical também, em 2009, criou a Secretaria de Cultura e Memória Sindical, dirigida pelo Cavalo, para apoiar este projeto. Fizemos a mudança e temos feito todo um trabalho de recuperação do arquivo e promoção de atividades. Hoje um dos principais desafios do CMS é incentivar os sindicatos e os sindicalistas a organizarem seus arquivos e trabalharem no resgate de suas histórias. Embora a Força Sindical tenha ajudado em sua restituição o Centro é uma entidade independente, intersindical. Estamos abertos a filiações de sindicatos de todas as centrais. Temos sindicatos filiados que são da UGT, os Comerciários de São Paulo e os Telefônicos de São Paulo. O Ricardo Patah é um grande entusiasta da memória sindical.

Blog Imprensa Sindical – Há muita documentação espalhada pelos sindicatos, em posse de diretores que gostam do tema e guardam documentos e nas imprensas sindicais. O Centro de Memória Sindical seria o destino mais adequado para todo este conteúdo?

Carolina – Nós recebemos doações, mas procuramos incentivar que cada entidade abra um espaço em sua sede para organizar seu arquivo. Disponibilizamos instruções de organização no site. Queremos incentivar a formação de uma rede de arquivos da qual o CMS é o núcleo.

Fizemos um projeto de organização do arquivo do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba. Foi uma ótima iniciativa deles proporem essa ação. O Sindicato tinha muitos documentos, já que eles tiveram o cuidado de guardar quase todos os registros que produziam. Esses materiais estavam dispersos parte em um galpão, parte no clube da entidade, parte em uma casa em frente à sede, usada para guardar documentos. Nós conseguimos em um ano criar uma linha de organização e arquivar boa parte deste material. Depois disso o Sindicato manteve a arquivista que havia sido contratada só para o projeto e deram continuidade ao trabalho.

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Blog Imprensa Sindical – O movimento sindical no Brasil é muito pouco estudado e por isto é, às vezes, até mal interpretado pelo senso comum. Como resolver esta questão?

Carolina – As ciências sociais sempre debateram o tema do trabalho e suas relações. Na década de 1980, quando a abertura política começou, o sindicalismo foi mais estudado no Brasil. Naquele momento as universidades se dedicaram muito a estudos sobre o sindicado e organização no local de trabalho. Mas, grosso modo, pode-se dizer que o triunfo circunstancial da agenda neoliberal, que dominou a década de 1990, fomentou um pensamento individualista, avesso aos movimentos sociais.

Avesso, em especial ao movimento sindical, que é a base fundamental da luta social, e que atinge em cheio o coração do capitalismo, porque o trabalhador é quem produz. Esse pensamento ditou a regra nas universidades brasileiras e é forte até hoje. O sindicalismo virou uma coisa “fora de moda”, taxado de atrasado, de atrelado a um passado ainda meio caipira do País, sem a sofisticação intelectual dos teóricos do neoliberalismo. Até mesmo grupos que se diziam progressistas, nas universidades, desprezavam o sindicalismo. Por exemplo: na faculdade de geografia da USP, que cursei, havia um grupo de estudos chamado Grupo Krisis (Contribuições para a crítica da sociedade da mercadoria).

O grupo, criado na Alemanha, tinha como mentor o sociólogo Robert Kurz, que pretendia fazer uma releitura do marxismo à luz da sociedade contemporânea (ele faleceu em 2012). O ponto central da sua teoria, e todas as discussões giravam em torno disso, era que o capital não se reproduzia mais através do trabalho, e sim através da especulação financeira.

Com isso ele tirava totalmente o trabalhador da jogada, discutindo apenas o “valor” e a “mercadoria”. Era todo um esforço teórico, uma grande capacidade de abstração, uma elegância acadêmica, mas que negligenciava a questão fundamental do marxismo, que é o papel do operário que está lá na ponta do processo. Ou seja, era uma teoria bela, mas sem nenhuma compatibilidade com o mundo real. E isso em um grupo que se dizia “marxista”, imagina os demais…

Claro que sempre houve um ou outro professor que não pensava assim, e que reconhecia a importância do movimento sindical, mas esse tipo de pensamento, que o capital só se reproduz nos bancos, vendeu a ideia que partidos políticos, sindicatos e o movimento estudantil eram coisas do passado. Pior do que isso, que eram instituições falidas.

A eleição do Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, por ele ter vindo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, obrigou os intelectuais que estudam a sociedade brasileira a pensarem a trajetória do Lula e, assim, refletirem sobre o sindicalismo. Mais do que isso, toda a mudança que se deu na América Latina neste início do século 21, com a emergência de governos de esquerda na Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador e Uruguai, impôs uma mudança de pensamento. Mesmo assim ainda há muito preconceito e elitismo dentro das universidades públicas como a USP.

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Intelectuais, trabalhadores e dirigentes sindicais

Blog Imprensa Sindical – Não falta uma maior proximidade do movimento sindical com as Universidades e vice-versa?

Carolina – O ideal seria que o sindicalismo fosse abordado nas universidades de uma maneira mais profunda e realista. E que os intelectuais estivessem mais presentes no dia a dia dos sindicatos e das centrais sindicais, para enriquecer o debate.

Nós do Centro de Memória Sindical costumávamos promover atividades com trabalhadores e intelectuais, não apenas para o público, mas também para fortalecer esse vínculo. Existem intelectuais, não da academia, mas que estudam e pensam a sociedade (que são formadores de opinião), próximos dos sindicalistas, que convivem intimamente com o movimento no dia a dia, como o João Guilherme Vargas Neto, o José Gaspar Ferraz de Campos e o Diógenes Sandim. Mas, de fato, pessoas como eles não são reconhecidas por seus vínculos com as universidades.

Os professores, que estão formando novos profissionais, não estão no dia a dia dos sindicatos. Fora uma ou outra exceção, como o John French, professor da Universidade Duke, nos EUA, que estuda o sindicalismo brasileiro e é uma pessoa próxima. Quando esteve no Brasil ele foi ao Centro de Memória e chegou a participar de um encontro com o João Carlos, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, e com o Milton Cavalo, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e presidente do Centro de Memória Sindical. É uma exceção, e não é no Brasil, mas não deixa de ser um bom exemplo.

Por outro lado, me pergunto se também não há, por parte dos sindicalistas, um certo descaso em relação à possibilidade de se aproximar das universidades. Até há uma ideia geral que a formação é importante e deve ser incentivada. É por isso, inclusive, que os sindicatos mantem o Centro de Memória Sindical.

Mas não se criam condições reais para que isso se fortaleça. Quando fazíamos debates sobre temas teóricos, culturais e históricos – típicos das universidades, eu não sentia que havia muito interesse e participação, nem mesmo da juventude dos sindicatos. O imediatismo reinante na mentalidade sindical faz com que esses eventos pareçam inúteis. Mas isso está muito longe de ser verdade.

É no cotidiano do sindicalista, no seu contato com a base de trabalhadores, no seu contato com os poderes municipal, estadual e federal que essa formação teórica, ou a fraqueza dela, surge como elemento determinante. A formação teórica permite ao sindicalista saber da história do País, compreender as entrelinhas dos discursos políticos e econômicos, e, sobretudo contemplar a sociedade como um complexo de sistemas interligados. Essa deve ser uma capacidade do sindicalista atuante, da sua própria cabeça, e não uma função terceirizada a um assessor. E precisa ser exercitada sempre.

Neste caso, o diálogo com a universidade seria muito benéfico, mas de um modo geral são mundos que não se conversam e que perdem muito com isso, os dois lados.

Ainda nesta questão, gostaria de levantar o exemplo do Dieese, que vai na contramão disso que falei acima. O Dieese é um ótimo exemplo da relação entre sindicalistas e intelectuais na construção e manutenção de uma entidade que serve à toda a sociedade brasileira.

Desde sua fundação, em 1955, o Dieese é presidido por um sindicalista e dirigido por um intelectual. E hoje existe a Faculdade do Dieese, que faz justamente esta conexão do mundo acadêmico com o mundo dos trabalhadores. Seguindo esse exemplo, o Centro de Memória Sindical também procura fomentar e apoiar da melhor maneira a formação teórica e a história do movimento sindical.

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Contexto atual

Blog Imprensa Sindical – O Brasil vive uma crise econômica e política. Mas a pretexto de combater a corrupção e criticar o governo federal, há muita gente atacando o movimento sindical e os avanços trabalhistas e sociais…

Carolina – Em relação aos empresários, aos patrões, eu diria que se aproveitar de uma pretensa crise para cortar direitos dos trabalhadores é algo típico do sistema capitalista. Isso aconteceu durante a crise internacional, que se iniciou na Bolsa de Nova Iorque (EUA), em 2008.

Naquela época, no Brasil, muitas empresas que estavam indo bem aproveitaram para demitir ou aplicar o chamado layoff. E as centrais sindicais fizeram uma grande campanha contra isso com os dizeres “O trabalhador não vai pagar pela crise”. É um exemplo. Eu não acho que seja uma questão de caráter dos empresários. Não acho que eles são “maus”, que querem prejudicar os trabalhadores.

É todo um sistema que converge para isso, porque é baseado na obtenção privada do lucro e não na construção coletiva da sociedade. Por isso, a atuação sindical é essencial. Sem ela os trabalhadores sempre levariam a pior.

São os sindicatos que garantem a proteção legal dos trabalhadores seja nas negociações com as empresas, seja no diálogo com o poder público. Historicamente o movimento sindical influenciou e influencia na formação da legislação brasileira. Influenciou na criação da Consolidação das Leis Trabalhistas, de 1943, na redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, em 1985, na Lei 12382, de março de 2011, que garante a política de valorização do salário mínimo, na regulamentação do trabalho terceirizado, na construção da atual Política de Proteção ao Emprego, entre outras coisas.

Por isso, também é importante quando um sindicalista ingressa na vida política, como o Luiz Inácio Lula da Silva, o Paulo Pereira da Silva (Paulinho), o Luís Antônio de Medeiros, o Vicente Paulo da Silva (Vicentinho), o Antônio Ramalho e o José Luiz Ribeiro, entre outros.

Essa atuação sindical e política é benéfica para os trabalhadores e fortalece o movimento. As elites empresariais e rurais ainda são a imensa maioria na política. Trabalham para manter seus privilégios e, de modo geral, são hostis à ideia de dividir suas bancadas com políticos procedentes dos trabalhadores. Por isso, o ingresso na política é positivo. Para defender e garantir os direitos do povo.

Blog Imprensa Sindical – O que falta, enfim, para o CMS conquistar mais “mentes e corações” e ampliar a prestação de serviços para mais entidades sindicais?

Carolina – Existem muitas pessoas interessadas neste tema, na história do Brasil e na história do movimento sindical. Jornalistas, pesquisadores e também estudantes. Um arquivo tem seu público próprio, sua dinâmica própria, que é diferente, por exemplo, de sindicatos ou de jornais que tem um dia a dia de acontecimentos.

Nós trabalhamos com grandes projetos, muitas vezes longos e minuciosos, para preservar informações, registros e histórias ao longo de muitos anos. Para quando um pesquisador precisar ele ter essa informação de uma forma completa e acessível.

Também produzimos, a partir deste trabalho com o arquivo e da pesquisa teórica e histórica, um canal no Youtube dedicado a músicas, que comentamos à luz do mundo do trabalho e das questões sociais.

Procuramos não ser panfletários na escolha das músicas. Ou seja, ela não precisa falar diretamente do assunto, como “Construção”, do Chico Buarque, ou “Para não dizer que não falei das flores”, do Geraldo Vandré. Estas também são importantes, pela sua carga política e ideológica e, sobretudo, porque marcaram época.

Mas o mais interessante que procuramos fazer é buscar o inusitado, quando se tangencia a questão, sem enfrentá-la. Colocamos a música “Café da manhã”, do Roberto Carlos, por exemplo. Porque ao prestar atenção naqueles versos aparentemente tão banais, concluímos que a personagem da história é um trabalhador, que sonha em estar naquela situação proposta pela música. Isso fica claro quando ele diz: “…pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar/além dos mais, temos tantas razões pra ficar…”.

Toda a cadência da música é de uma lógica forjada no cotidiano do trabalho, a desconstrução do dia, o anoitecer, o amanhecer. Um cotidiano comum dos trabalhadores. Enfim, o canal é bem diversificado, com informações rápidas e interessantes.

Estou citando isso porque é uma ação que podemos fazer, e fazemos, com mais frequência e agilidade, e que atrai mais pessoas, que não estão necessariamente realizando uma pesquisa histórica. Também neste sentido produzimos uma coluna sobre filmes e o mundo do trabalho, com esse mesmo tom de pensar filmes a partir de uma interpretação social. Notamos que através da inserção nas redes sociais, no Facebook, Twitter e, agora, o Tumblr, o Centro de Memória Sindical ficou mais conhecido e tem sido mais procurado.

Entre os sindicalistas eu sinto que o Centro de Memória se torna mais atraente quando eles percebem o realismo do trabalho, quando veem que situações das quais eles participaram ou que tem conhecimento, são tratadas com cuidado, com profundidade, e através da visão de mundo do trabalhador.

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