Imprensa Sindical por Val Gomes

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“Descobertas”, um poema de Elias José musicado por Val Gomes

Clique na seta à esquerda da faixa de áudio acima para ouvir Val Gomes, em gravação caseira voz-violão.

Descobertas
poema: Elias José
música: Val Gomes

O que passa
e apaga
não nos afaga.

O que passa
e fica
nos retorce
ou pacifica.

O que passa
e se dilui
cresce, se esconde
e um dia flui.

O que não chegou
a ser
ou que deixou
de ser
tem muito pouco
a ver.

O que chega,
brilha, grita
e arrasa
não cria asas.

O que chega
bem de mansinho,
sussurra,
acaricia
e adoça
se apossa.

Sobre Elias José (fonte: eliasjose.com.br)

Elias José nasceu em Santa Cruz da Prata, distrito do município de Guaranésia, Minas Gerais, em 25 de agosto de 1936. Viveu em Guaxupé/MG com sua esposa Silvinha e seus três filhos: Iara, Lívia e Érico. Além de escritor, Elias José foi professor de Literatura Brasileira e de Teoria da Literatura na Faculdade de Filosofia de Guaxupé (FAFIG), tendo atuado também como vice-diretor, diretor e coordenador do Departamento de Letras e como professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro.

Começou a publicar em 1970, quando a Imprensa Oficial de Minas Gerais lançou “A Mal-Amada“, uma surpreendente coleção de minicontos, com apoio de Murilo Rubião, que reunia contos publicados em suplementos literários do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Portugal. Antes disso, já tinha conquistado o segundo lugar no Concurso José Lins do Rego da Livraria José Olympio Editora, em 1968. Depois publicou “O Tempo, Camila” e o “Inquieta Viagem ao Fundo do Poço“, este, ganhou o prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro como Melhor Livro de Contos e, ainda, o prêmio Governador do Distrito Federal como Melhor Livro de Ficção de 1974.

Elias José tem contos e poemas traduzidos e publicados em revistas literárias e antologias de autores brasileiros no México, Argentina, Estados Unidos, Itália, Polônia, Nicarágua e Canadá. Foi, por várias vezes, selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para representar o Brasil em feiras de livros internacionais. Foi ainda jurado de vários concursos literários, ministrou cursos, oficinas e palestras, participou de vários congressos de educação, lingüística e literatura.

Faleceu aos 72 anos, vítima de complicações de uma pneumonia, enquanto curtia férias com a família, em Guarujá, no litoral paulista, no dia 02 de agosto de 2008.

Prêmios
Prêmios para obras juvenis: Prêmio Mobral de Literatura, seis vezes premiado com Altamente Recomendável da FNLIJ, Prêmio UBE / Rio para “o melhor para jovens”, para o livro Cantigas de adolescer, Prêmio Odylo Costa Filho da FNLIJ, Prêmio Adolfo Aizen da UBE / Rio e vários outros.

Prêmios para obras infantis: dois APCA /1982 e 1987 – Prêmio Odilo Costa, filho, da FNLIJ, para O jogo da fantasia – vários Altamente Recomendável da FNLIJ, O melhor livro de poesia para Criança da UBE / Rio, 1998, Prêmio Adolfo Aizen para o livro Cantos de encantamento. Prêmio Cecília Meireles de Poesia, para O jogo da fantasia, UBE / Rio, 2003. Prêmio Centenário de Alaíde Lisboa para o livro Aquarelas do Brasil, Academia Mineira, Academia Municipalista e Academia Feminina de Belo Horizonte, 2004

Prêmios como educador: 1º lugar no : CONCURSO NACIONAL DO ENSINO DE REDAÇÃO: MEC / 1977, para o livro Redação Escolar: análise, síntese, extrapolação – 1ª edição do MEC em 1978, edições posteriores FTD, São Paulo.

Menção Honrosa no CONCURSO NACIONAL DE ENSINO DE REDAÇÃO, MEC / 1980. Medalhas de prata e de ouro como Educador Emérito, dadas pelo Governo Mineiro, gestões de Hélio Garcia e de Itamar Franco.

Cronologia
1936 – Nasce Elias José em Santa Cruz da Prata, distrito de Guaranésia, Minas Gerais, em 25 de agosto

1949 – Muda-se para Guaxupé, Minas Gerais

1962 – Ganha concurso de contos promovido pela revista Vida Doméstica, Rio de Janeiro, com Homem do Mar não Chora; seis meses depois vence o mesmo concurso com o conto A Mãe do Pintor

1963/1967 – Cursa Letras e Pedagogia na Faculdade de Filosofia de Guaxupé – Fafig

1968/1993 – É professor de Teoria da Literatura, Literatura Brasileira e coordenador do Departamento de Letras da Fafig; professor e posteriormente diretor da Escola Estadual Benedito Ribeiro Leite, em Guaxupé

1968 – Recebe menção honrosa no Prêmio José Lins do Rego, da Livraria José Olympio Editora pela reunião de contos A Mal-Amada publicada posteriormente em 1970 pela Imprensa Oficial de Minas Gerais, Belo Horizonte

1973 – Casa-se com Sílvia Monteiro, com quem tem três filhos: Iara, Lívia e Érico

1974 – Lança Inquieta Viagem no Fundo do Poço pela Imprensa Oficial de Minas Gerais e ganha o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro como melhor livro de contos e o prêmio Governador do Distrito Federal como melhor livro de ficção

1976 – Ganha o concurso estadual de literatura infantil A Criança Mineira, promovido pela Secretaria Estadual de Educação com a história Um Fantasma no Porão, publicado em 1979 pela editora Melhoramentos, São Paulo

1977 – É vencedor do Concurso Nacional do Ensino de Redação, promovido pelo Ministério da Educação – MEC, com o trabalho Redação Escolar: análise, síntese, extrapolação, publicado em 1978 pelo MEC e pela editora FTD, São Paulo

1980 – Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ensino de Redação, MEC

1982 – Um Pouco de Tudo é escolhido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA – como o melhor livro de poesia infantil do ano e também recebe a láurea Altamente Recomendável para Criança, concedida pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ

1985 – Caixa Mágica de Surpresa recebe a láurea Altamente Recomendável para Criança, concedida pela FNLIJ

1986 – Um Rei e seu Cavalo de Pau é escolhido pela APCA como o melhor livro de poesia infantil do ano e também recebe a láurea Altamente Recomendável para Criança, concedida pela FNLIJ

1988 – O Jogo da Fantasia recebe o prêmio Odylo Costa Filho para poesia infantil, concedido pela FNLIJ, e Lua no Brejo recebe o prêmio Monteiro Lobato de melhor livro de poesia para crianças, concedido pela União Brasileira de Escritores – UBE

1992 – Mais três livros recebem o selo Altamente Recomendável para a Criança: Quem Lê com Pressa, Tropeça , Cantigas de Adolescer e Segredinhos de Amor; os dois últimos também recebem o prêmio Adolfo Aizen de melhor livro juvenil concedido pela UBE

1993 – Aposenta-se como professor da Fafig e diretor da Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro para dedicar-se apenas à literatura

1996 – Cantos de Encantamento recebe o selo Altamente Recomendável de Poesia para Criança e no ano seguinte o prêmio Adolfo Aizen de melhor livro infanto-juvenil

1997 – No Balance do Abecê, O Mundo Todo Revirado e O que Conta no Faz-de-conta são incluídos pela FNLIJ no catálogo do Brasil na Feira de Livros Infantis de Bolonha, Itália

2000 – A Cidade que Perdeu seu Mar recebe o selo Altamente Recomendável para o Jovem, concedido pela FNLIJ, que também seleciona a obra para o catálogo brasileiro na Feira de Livros Infantis de Bolonha

2002 – Prêmio Cecília Meirelles de melhor poesia para a infância para O Jogo da Fantasia , concedido pela UBE

2004 – Mais quatro livros são selecionados para o catálogo brasileiro da Feira de Livros Infantis de Bolonha: De Olho nos Bichos, História Sorridente de Unhas e Dentes, Que Confusão seu Adão! e Aquarelas do Brasil

2008 – Falece no dia 2 de agosto em Santos (SP), após complicações decorrentes de uma pneumonia. Fundação do Instituto Cultural Elias José (ICEJ), uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) voltada à promoção da leitura e da literatura infanto-juvenil, à preservação da memória de Elias José e à difusão de sua obra, com ações que envolvem a comunidade local de Guaxupé e região.

2012 – Lançamento de Cadê o Bicho, Cadê?, pela editora Planeta, último livro de poemas de Elias José, feito em parceria com o filho, Érico Elias, que realizou as ilustrações com uso de fotocolagens.

2020 – Falecimento, no dia 25 de abril, de Sílvia Monteiro Elias, a Silvinha, companheira de uma vida, que acompanhou e apoiou toda a carreira do escritor, foi fundadora do ICEJ e administrou as obras de Elias José a partir de 2008.

 

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